segunda-feira, julho 13

Mais uma Vez !

A falta se tornou natural, a saída se tornou informal. É simplesmente esse o passo que se dá quando você percebe que está tudo dentro do controle? Que você se supera, se supera... E quando vai ver, superou!?
Porque é bom me ver crescendo, isso é raro de se ver. Tendemos a olhar somente pro ânus dos outros ao invés de olhar pro nosso; bom ver que tenho evoluído e deixado de lado coisas que, de todo o bem que me fizeram, foram nada mais do que tentações temporárias em tudo o que eu cheguei a querer.
Não vou procurar manter um sentido.
O sentido que eu precisava passar, eu entendi.
E isso é só.

me adora

Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
No silêncio profundo me declarei
não desonre o meu nome

Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer
Ou devo apenas sorrir
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora
Pra perceber...
Que você me adora

Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome

Não importa se eu não sou o que você quer
Não leve a culpa a sua projeção
Aceita a apatia se vier
Mas não desonre o meu nome
em outra voz não vi algo que se encaixasse tãao bem!

sexta-feira, julho 10

hoje em dia...

A passagem de um dia difícil é clara, não é mais exceção dentre todos os outros dias. As crises familiares e pessoais andam me levando muito tempo e muita força. Aliás, muito mais do que eu aguento ou possuo. Eu não quero ser único nem fazer uma sutil diferença, mas a verdade é que todas as pessoas têm o problema que lhes foi dado e elas têm que lidar com ele sem poder reclamar. Podem até reclamar, mas de nada vai adiantar; vão continuar sendo problemas até que essas pessoas possam superá-los.
Se for pra eu ser honesto comigo mesmo e com quem possivelmente ler isso, eu teria vergonha de relatar meus problemas. Podem parecer fantasias esquisitas ou simplesmente sonhos infantis, mas a verdade mais do que nunca é que eles estão mais presentes do que eu mesmo posso assumir.
Esse é o meu ponto final nessa história, embora eu ainda ache que eu vou escrever um pouco mais a respeito disso... Não vou me sentir culpado, a culpa é um sentimento que não passa na minha cabeça; simplesmente sou incomodado pelo receio e o sexto sentido de que as coisas poderiam ter sido diferentes. Isso sim, ainda perturba minha mente. Não obstante, acho que esse é o fim porque se a pessoa escolheu que eu fosse bloqueado de todos os meios, é porque ela realmente não queria nem mais saber que eu existia. E eu já fiz isso e eu realmente - com toda a sinceridade! - espero que ele não se arrependa do jeito que eu me arrependi porque esse arrependimento é uma das piores coisas que já senti.
E por pior que seja a forma que eu vá assumir algo, desta vez eu perdi totalmente a esperança de encontrar com minha pessoa do outro lado da esquina.
Eu perdi totalmente a vontade de sorrir e dizer de boca cheia o quanto essa pessoa valia para mim.
Não tenho mais nem como dizer que sinto a falta porque o 'canal' foi bloqueado. Fico contente por um lado, porque acho que é melhor assim; acho que assim eu 'evito' ter que ficar esperando por uma conversa que não vai acontecer. Mas por outro, é ruim. É tão triste, tão desgastante... Tão "falta de sono" que me faz perder as comparações.
Eu perdi a energia de escrever coisas bonitas e desesperadas - porque era isso o que eu fazia, mesmo que a maioria das coisas escritas não tenham chegado aonde deveriam! - e isso me fez sentir um vazio imenso; perdi muita coisa que só descobri que tinha depois de perder e, o pior de tudo, me vi na pior desgraça possível de perder o sorriso de uma pessoa que me mostrava o paraíso simplesmente com o olhar.

terça-feira, julho 7

exposição não.

Outro dia aconteceu um fato meio "reflexivo", mas que não posso deixar de comentar. Uma amiga minha disse que não teria coragem de fazer o que eu faço, de criar um blog e sair contando nele tudo e todos os fatos de sua vida. Disse que isso era muito exposto, que era perigoso e que ela não teria coragem de expor seus problemas - ou conquistas - para pessoas que ela não conhecia.

Eu pensei a respeito disso, como eu já havia pensado antes quando outras pessoas me disseram isto. Acho que a conclusão foi a mesma e por isso a exporei aqui, visto mais uma vez que ela é interessante.

É muito bom você arranjar um jeito de expressar seus problemas, é ótimo quando seus problemas saem da sua mente de uma forma que você já se acostumou. É muito bom quando você sabe que pode registrá-los e olhar daqui anos o quanto você se superou! É ótimo você olhar para o passado e ver que aquilo que você escrevia antes não te aflige mais. Tudo bem, tudo bem.
Escrevi tudo isso pra quê? Pra deixar claro que tudo o que faço aqui é única e exclusiva vontade minha, que ninguém no mundo me obrigou a fazer isso ou deu idéias loucas a respeito do que eu deveria escrever. O que acontece aqui - e muitas vezes! - é eu acabar me expressando por fatos que ACONTECERAM ou que eu QUERO que aconteçam.
Quanto à parte de todos lerem, eu me tranquilizo. Seria um problema se eu divulgasse porque aí sim todos saberiam o que acontece comigo.
Escrevi tudo isso, mas a resposta podia sair da ponta da minha língua junto com todo esse meu discurso político.
A verdade é simples, é muito mais simples do que tudo isso.
Garanto que se eu fosse um telespectador, o meu "eu" não me deixaria ver a vida; o real é que somente as pessoas que eu confio minha HISTÓRIA podem ter acesso a ela.
E se tiver alguém que lê esse blog - ou alguém que ainda se lembra de que "cravelha" é a chave do segredo - é bom ficar feliz, porque nesse alguém eu confiei algo que eu não confiaria nem em mim mesmo.

tempo

O melhor a se fazer agora é se tornar amigo do tempo. Ele, é claro, se torna favorável se você souber como utilizá-lo. Se não souber também, é só não se preocupar porque uma hora vai aparecer algo que vai te forçar a usá-lo - seja por bem ou seja por mal.
Eu decidi por eu mesmo que iria dar um tempo em tudo aquilo que me lembrasse de algo que não me faz bem, de algo que se eu lembrar vou ter lembranças que não vou gostar. De algo que se tornou indispensável e de algo que, mesmo que eu me esforce ao máximo para fingir que nunca existiu - ou que existe! - ele sempre estará lá, ao meu lado ou talvez até um passo a frente do meu.
Decidi que vou usar esse mês de calma para me acalmar, porque mesmo que eu me esqueça de algo por enquanto ou faça qualquer tipo de sentimento "congelar", eu sei que é extremamente perigoso eu voltar e do nada ele aparecer como se nunca tivesse existido antes - o sentimento.
Ah, eu não quero me culpar. Quero o meu melhor, quero o melhor dele também. Quero tudo o que seja bom, quero o egoísmo total em poder gritar "fica bem" quando eu mesmo sei que não consigo ficar.
Eu vou me superar, eu sei que tenho a capacidade para isso! Sei que posso fazer o que acho que é melhor para mim, sei que meu melhor não vai somente me afetar e sim vai afetar a outras pessoas também. Boa sorte para mim.

domingo, julho 5

choque-se!

Estranho quando achamos que não pode acontecer mais nada que nos obrigue a ficar chocados e mais estranho ainda é que as pessoas se forçam a botar um papel de superioridade que elas não conseguem.
E isso dói, dói muito!

quarta-feira, julho 1

segundos diarios

Penso com tristeza, sabia? Penso com tristeza sim, mas não com aquela tristeza que eu sentiria por me arrepender de algo... Não, não é isso; não me arrependi de algo, eu jamais me arrependeria de ter sentimentos por alguma pessoa. Minha tristeza é outra e acho que ela - a tristeza - é egoísta.
Acho que eu sou egoísta porque mesmo que não pareça, mesmo que não me tenha sido demonstrado e mesmo que eu não queira acreditar nisso, não fui o único que sofreu e ficou triste. E isso é ruim, eu juro que se eu pudesse eu roubava essa dor e guardaria tudo para mim; sempre me pego pensando nessas passagens e toda vez o fundo é contorcido de algum tipo de tristeza. E não gosto de pensar nas idéias negativas, elas fazem lágrimas escorrerem. Não gosto de pensar que essa pessoa possivelmente sofre o mesmo que eu sofro, não gosto de pensar que faço falta e nem gosto de pensar que ela também se arrepende de tudo da mesma forma que eu me arrependo.
Eu prefiro acreditar que ela está bem, prefiro acreditar que essa pessoa soube superar tudo de uma forma interessante, prefiro acreditar que ela nunca teve problemas com isso e prefiro acreditar - acima de tudo - que sou homem o suficiente pra sacrificar tudo o que eu sinto simplesmente pela certeza de saber que isso valeu a pena, mesmo que da pior forma possível.
Eu sei, eu aprendi. Isso se chama crescimento e eu parei pra pensar que, se eu faço algo ou deixo de fazer, se estou ou se não estou afim, se quero ou se não quero um beijo - incluindo dúvidas cheias de ' sim e senão ' - cabe simplesmente a mim decidir.
Sou inevitável, eu acho. Mas não ligo, eu quero que essa pessoa se surpreenda mais do que eu mesmo o fiz, quero que ela seja feliz ao lado de quem a mereça e quero - do fundo do meu coração! - ser lembrado não por alguém que não teve coragem de assumir o que sentia e sim por alguém que fez o possível pra demonstrar o que sentia sem necessariamente ter que assumir esse sentimento.
algo faz falta.




coragem, eu garanto, não me faltou.
simplesmente optei por não revelar isso.
e isso não pode ser considerado um crime.