domingo, fevereiro 3

A troca.

imaginei que, por mais que as promessas que ela me fez que não iria me abandonar e por mais que eu tenha acreditado que ela realmente tenha dito que eu fui [ ou continuo sendo, não sei ] uma das mais importantes pessoas da vida dela, minhas imaginações seriam verdade.
- é, pode até ser que, num passado beem distante, eu tenha sido alguém que significou algo pra ela, mas nesse presente ela teima em me dizer que ainda sou " a melhor amiga " que ela tem.
Sempre que eu falo pra ela que duvido que ela esteja me trocando pela outra pessoa, ela me retruca dizendo que isso é improvável porque eu sou importante pra ela de um jeito que ninguém consegue ser e, por se tornar tão normal este fato, comecei a duvidar e, dentre as dúvidas, questionar-me e tentar encontrar motivos que me apeteçam a acreditar na palavra dela.

fato número um [ primeiro ]; nome da fase - o alerta.
- ooi, tenho um namorado. vamos nos casar semana que vem!
[ é minha melhor amiga e, não me deixou sabendo disso ] .
tentei ter uma conversa com ele pela primeira vez porque eu queria tirar umas dúvidas a respeito dele pois eu queria saber se ele era bom pra ela e ele me bloqueou porque ficou com trauma das minhas perguntas. haha.
*duração de fase: três ou quatro dias.

fato número dois [ segundo ]; nome da fase - o pedido
"- ááah, me passa o msn dele pra mim conversar com ele e falar umas coisinhas com ele. "
e foi retrucado, em todas as tentativas:
- não, se quiser, vou colocá-lo aqui nessa conversa porque também quero saber.
*duração de fase: dois ou três meses - talvez um pouco mais.

fato número três [ terceiro ]; nome da fase - socorro!
" - ááah, socoorroo, me defende aqui porque estou sendo acusada de coisas horríveis e, isto pode acabar com meu casamento" - era ela pedindo!
lá vou eu, ajudando com todas as minhas forças e protegendo ela de acusações que, na maioria eram verdadeiras. E eu protegendo ela, com forças que nem eu sabia que tinha, até o momento em que o 'promotor' resolveu sair e saí também, já tendo-a protegido por uma grande parte e fazendo assim com que ela tenha uma particular conversa com o 'amante-marido' que ela tem. no final, deu tudo certo.
conclusão: - o carinha que ela casou defendeu ela melhor do que eu, mas se mostrou completamente interessado no seu passado do qual, sinceramente, não sei o que aconteceu.
áah, eu mudei meu conceito sobre ele também, porque eu achava que o que ele sentia por ela era apenas mais um caso de verão onde ele dizia que queria passar o resto da vida com ela, onde, porém, me enganei. isso pelo menos era verdadeiro e decidi "aceitá-lo".
*duração de fase: duas ou três horas, fora as incontáveis horas a seguir que fiquei pensando nela e se tudo tinha dado certo. ao todo, não sei quando tempo foi porque até hoje penso nisso.

fato número quatro [ quarto ] ; nome da fase - o passado!
tá, voltei um ou dois anos no tempo e relembrei do que acontecia. Ela tinha uns namorados que sabe-se lá onde foram encontrados e que, por motivos e culpas extremamente deles, fui obrigada a entrar em ação, dando um jeito de protegê-la dos dois, fazendo planos mal orquestrados onde raramente eu obtia sucesso - mesmo com a idéia presa na mente de capturá-los e fazê-los pedir perdão pelo sofrimento que perdurou na moça por tanto tempo. até fiz outro perfil na tentativa de persuadí-lo, que, obviamente, fracassou
*duração de fase: quatro, cinco ou seis meses ? não sei.

fato número cinco [ quinto ] ; nome da fase - o passado do passado.
é, a quinta fase eu não tenho do que reclamar porque foi quando nos conhecemos. Lembro-me que foi em um joguinho na internet onde nos relacionavamos com as outras pessoas e, me apresentaram ela: foi amor a primeira vista.
desde então, tardes juntas, madrugadas grudadas, maldades criadas e contadas para a outra, planos feitos que no final não foram cumpridos, júrias que não entraríamos em relação com outra pessoa porque isto atrapalharia nossa amizade e outras coisas que fizeram este período de dois anos durar uma eternidade e, por isso, meu carinho absoluto por você deixou-me na posição de fazer este fato virar um ato - mesmo que passado - e provar de alguma forma, que você ainda vale algo pra mim.
*duração de fase: desde o dia em que a conheci, há dois ou três anos atrás. até hoje.

fato número seis [ sexto ] ; nome da fase - o sexo!
é, ele não podia faltar. e veio com tudo, se assim permitem-me dizer. nas tardes de sobra que ela vinha falar comigo sobre a relação que ela teve no dia passado, quando ela levou ele pra cachoeira ou pro meio do matinho e ali mesmo, eles fizeram! depois da cachoeira, as promessas de gritos que um faria para o outro e o medo que um causa no outro só de pensar em estarem próximos.
é, isso é legal. mas para os dois.
*duração de fase: pouco tempo, desde que ela o conheceu.

fato número sete [ o último, ufa.! ] ; a grande troca.
" Amiga, você não sabe! hoje aguentamos dez vezes seguidas... não, foi treze... não, foi quinze. eu contei! "
eu não acreditei no início, mas no contexto e rumo que a conversa ía, não teve por onde. e aí percebi que os momentos que ela passava comigo foram totalmente trocados por momentos que ela passa com ele, agora fazendo sexo - o incomparável e intransponível queridinho de todas as pessoas.
*duração de fase: começa hoje, não sei até quando vai, muito menos se vai parar.


tenho certeza que minhas tentativas de compartilhamento e "volta a ativa" foram úteis - pra mim, que acreditei que aconteceu de verdade.
não quero mais ser considerada a pessoa que um dia acho que fui, muito menos quero que termine um relacionamento por minha causa, porque isto quem decide é você e eu sei que agora você têm que dividir seu tempo por três, quatro ou não sei quantas pessoas têm o privilégio de ganhar um minuto seu, agora o que eu realmente quero é que você pare de me enganar e me diga a verdade olhando na minha cara que você não me trocou por alguém que você está usando - e vice-versa - como brinquedinho pessoal.
já cheguei nos dias de te ajudar quando você mais precisava, de te socorrer quando você mais acalorava e te salvar nas terríveis situações - não me arrependo e tampouco me arrependerei - mas refleti e, sinceramente, não vejo guardado na minha mente um momento em que tive sua ajuda nos momentos em que eu precisava, porque nos dias em que chorei de tristeza e eu precisava falar com você as únicas palavras que você me mostrou foram palavras escondidas por trás de emoticons de tristeza, que no fundo no fundo, não significam nada.

talvez, do meu próprio jeito, isso seja um Adeus. E confesso que eu não queria que fosse assim, mas se você é feliz do jeito que você está sendo, que continue sendo sem mim porque com certeza melhorará.

um beijo e, eu te amo.
s2.

sexta-feira, fevereiro 1

sentir ou fazer.

" ontem eu vi você na frente do shopping Metrópole, na frente da loja Zêlo. Estavas com uma menina e, não falei com você porque eu não queria te incomodar. "

INCRÍVEL como o universo conspira ao nosso redor, porque antes de ontem [ quinta-feira, dia 31 ] eu matei aula, desde as três horas da tarde e fui para o shopping metrópole, onde - coincidência ou não - o melhor amigo da minha mãe havia me visto com uma colega minha.
é, eu estava na frente da zêlo lá e ele estava chupando sorvete.
O problema não era ele me ver e sim, ver as duas juntas, porque elas não seguem o padrão de sexualidade normal escolhido pelos outros e sim, um que elas próprias perceberam ao olhar para si mesmas [ fora do espelho ] e descobrir o que realmente elas preferem.
Nunca interferi, até porque eu gostei e tenho afinidade com elas, eles ou seja lá como preferem dizer.
o magnífico é que, quando ele me viu, foi apenas um minuto em que eu me desgrudei do casalzinho e fui dar uma volta com ela - porque a outra estava muito ocupada falando com o melhor amigo dela - e neste minuto foi quando ele me viu, com as mãos dadas com a outra menina como se fôssemos um casal de verdade.
Levei um absoluto susto quando isso aconteceu e, ao mesmo tempo, dei graças a Deus porque não aconteceu o que eu temia.

[ é para mim ter mais medo, mas na teoria o medo é apenas passageiro, por isso o que me dominou no momento foi a incerteza ] .

por mais que tudo tenha acontecido da pior - ou melhor - forma possível, não consegui encontrar um final filosófico para este texto meu, onde, geralmente, eu incremento dando a parecer que eu sou mais inteligente do que a idéia que eu mesmo criei.
Tento fazer isto porque desde sempre eu tive o conceito de que nem todas as palavras são aquilo que o dicionário diz - fica meio clichê porque eu tirei essa frase de uma música - mas é a pura verdade.
Sempre tive a idéia na minha mente que as palavras muitas vezes ( por mais vasto que o nosso vocabulário possa ser) não mostram realmente aquilo que a gente quer dizer e que, em relações ou namoros, a gente se perde porque não consegue achar palavras que mostrem realmente aquilo que a gente quer dizer.
- não tive esse problema ainda, mas quando eu o tiver, eu saberei que " eu te amo " não poderá virar "Bom Dia", porque uma hora vai perder o efeito que eu quero que ele tenha e, nesta hora, o relacionamento começará a murchar e eu não encontrarei palavras mais fortes do que esta pra mostrar realmente o que eu sinto, pois a nossa linguagem é muito simples e por mais que digam que o português é amplo demais, nunca encontrei palavra nenhuma - seja escrita no dicionário ou pichada no muro - que me mostrasse aquilo que eu queria ver.

e é por isso que, de alguma forma, vou tentar criar um vocabulário onde apenas eu entenda aquilo que eu realmente quero dizer e, de tal jeito, fazer com que as palavras valham alguma coisa pelo menos para mim.
Enquanto isso vou continuar no velho vocabulário conhecido por todos e todas, que mesmo da pior forma, me encontro.

; diário secreto.

terça-feira, janeiro 29

Noite secreta

- foi a primeira vez que eu tive uma noite secreta. Foi estranha, por assim dizer, mas foi prazerosa [ em todos os sentidos ] e ao mesmo tempo perigosa – o que aumenta o prazer. Foi estranha porque não precisei sair de casa para isso.
E perigosa... O perigo de ser pego - dos dois jeitos, na mentira ou no próprio físico.
Não tenho muito como explicar uma sensação nova e ainda não aprimorada, mas acho que quando algo é bom e divertido, devemos fazê-lo de novo e de novo.
E enquanto tenho todos os equipamentos para fazê-lo, haverá outras noites, com mais personagens e mais interatividade.
... descobri que máscaras cobrem na maioria das vezes o que a pessoa é, descobri que nosso mundo não é tão minúsculo quanto parece, que as pessoas certas aparecem nas horas certas e que quem é uma coisa, cedo ou tarde, acabará confessando – de alguma maneira – que é tal coisa.
Acho que já assumi o meu fato de verdade.
O que me falta de veridicidade é coragem para assumi-lo mundo afora, mas a vontade não é grande. Viver às escondidas correndo perigo nem sempre é algo ruim. Hoje foi prazeroso e eu mesmo me proporcionei momentos de deleite e criei idéias que foram cumpridas, de uma forma, bem violentas. Ahaha.
... aprendendo a viver, convivendo nos segredos, escondendo a própria vida, vivenciando os momentos, morrendo nos segundos, seguindo o próprio traço seguido de dores angustiantes e memórias que não necessita o uso de drogas para que esta realmente exista.
Basta querer e poder.
Eu quero;
E posso...

; diário de Rafaela.

sexta-feira, janeiro 25

pressão.

Artificial, mecânica, falsa, forçada, obrigada ou enxotada. Decerto não sou uma pessoa que gosta de ser pressionado, mas posso garantir que sou uma das que mais evita a bendita ( ou não ). Dando gargalhadas malvadas e forçadas, assumo que gosto de fazer pressão nas pessoas e que, de certa forma, elas me dão um prazer espontâneo porque ver a cara de susto dos outros é uma coisa que me deixa entusiasmado e me faz criar besteiras que nem eu sei que existem. A pressão é uma coisa negativa e é admissível que ela não é boa nem para quem faz, nem para quem é pressionado. Mas o fato de saber que a pressão é uma desgraça é o único fato que me faz querer pressionar mais as pessoas, porque quem faz desgraças é desgraçado e quem é desgraçado geralmente é feliz. Tenho vergonha de dizer que sou feliz impondo pressões nas pessoas, mas como eu mesmo disse e rotulei, quem é feliz assim é desgraçado e, sinceramente, acho que não menti sobre isso. ahaha.
O fato de eu gostar tanto de falar sobre besteiras talvez seja porque eu me deduzo a uma em si ramificada com várias cadeias, onde do lado esquerdo existem vários galhos com um nome feio em cada um e do lado direito existe uma equação química que explica porque eu gosto de ser e fazer isso. Embora eu ache que nada tem solução, isso infelizmente têm e a química pode explicar sim, a única coisa que a gente não sabe explicar é como.


[ risadas maléficas ]

Só não me espere te ajudar a descobrir os meus segredos, porque você provavelmente será coagido.
· Esconde-se então a minha parte desgraçada a partir do momento em que a pressão me pressiona.

terça-feira, janeiro 22

... e o vento levou

às vezes, paro para pensar o que a verdade pode estar escondendo. É fa(c)to que a verdade esconde mais do que parece, mas ela é a única que pode aliviar o fato de esconder um sentimento pior do que a mentira:

- o arrependimento de não ter contado.
todo mundo sabe o que é arrependimento e eu não sou professor para explicar o que significa e mesmo se fosse o conceito de arrependimento pode ser diferente para qualquer pessoa.
o meu, é de não ter feito algo quando eu poderia ter feito.


... me pergunto quando foi a época em que eu tive a chance de me abrir. Mas e agora? Tarde demais, haverão muitas brigas e discórdias se, por acaso, a verdade surgir? será que ela surgirá ou será que se esconderá?
venho a vida inteira tentando descobrir quando na verdade já sei a resposta: - não existe momento para isso, a única coisa que realmente pode existir é a preparação.
A partir da preparação, pode existir o momento onde a verdade surja. É plausível que eu não tenha crescido e que eu não tenha maturidade o suficiente para dizer quem ou o quê realmente sou, mas até lá, o tempo vai passar, e junto com o tempo, as minhas chances que nem eu sabia que tinha.
e, perdendo e perdendo, acabo ganhando.
[ só não se sabe o quê ]




terça-feira, janeiro 15

impróbido.

medo...
de olhar para baixo e não encontrar o chão
perdendo-me em tão mútua aflição
sem ter coragem de sequer ter uma ação.

agonia...
de uma dor emocionante
ardida e inquietante
grande e exorbitante.

trauma...
de uma infância mal resolvida
remédios com gostos de feridas
atitude extrema, muito suicida.

neura...
todo o pouco sumir num instante
bondade extinta no próprio restante
coração divino não ser diamante.

raiva...
chorar de remorso sem poder rezar
gritando a vida que irá lhe horrorizar
sentido passivo que vai se afastar.

mentira...
de um mundo selvagem e estranho
alastram-se mais que um rebanho
de mortos que eu não me oponho.

inveja...
limpar a burrice da cor
que os olhos chamam de agressor
- e tudo explica esse fator.

posse...
ridículo e passageiro
tudo isso por dinheiro
que destrói meu tabuleiro.

maldade...
poemas sem finalidade
sem sentimentos nem idade
só ressaltando a crueldade.

terça-feira, janeiro 8

- ano novo, vida velha.

os dias que já passam sem a minha autenticação são dias que viraram partes usadas e velhas do meu cotidiano que depois de tanto tempo, percebi que não muda.
dez minutos atrás eu olhei para o relógio e era um dia, agora olhei e já mudou; é outro: - não é força de expressão, é a verdade mesmo.
e olha só como a coisa é estranha... semana passada foi gramaticalmente, verbalmente e literalmente o ano passado. Passaram-se já oito - oopz, nove - dias desde que o ano velho se foi, e sabe o que é..?

Nada.
As promessas das pessoas que conjuram que terão vidas novas, porque vão parar de fumar ou maneirar no refrigerante são sempre falsas. Não tem como dizer que você mesmo já fez as promessas de um ano novo que, por ser novo, vai te proporcionar vida própria.
Embora devesse ser, não é vergonha nenhuma dizer que você já prometeu coisas que você não cumpriu. Eu mesmo, na passagem de 2006 para 2007 prometi que eu ia parar de mexer tanto no computador porque isso estava "acabando" com minha vida. nesse mesmo ano, prometi que iria estudar mais e me esforçar mais na escola porque eu estava mudando de escola e eu tinha medo de não me adaptar a um outro método de ensino, mais avançado, mais perigoso.
A diferença entre os ângulos talvez a matemática possa explicar, mas a semelhança é tão distinta que é melhor deixar essa continha presa na nossa própria cabeça, para o nosso próprio bem e para o próprio bem da matemática. Eu não consigo acreditar que um ano se passou desde a minha mudança de ensino, quando eu ainda percebo que eu não consegui me adaptar, porque vira e mexe falo com uma ou outra pessoa que estudava comigo na outra escola e o coração bate forte de saudades, de vontade de jogar tudo pro alto e voltar.
até 2006, admito que eu não ligava muito para a escola - o que não me impedia de estudar, porque eu me esforçava e, mesmo não conseguindo, tentava ser um dos melhores, até quando meu pai pegava o meu boletim e gritava comigo porque aquela não era a nota que ele queria.
E eu não ligava, porque eu na verdade sei o que é a escola e pra quê ela serve, sei que se a gente não tiver educação a gente não tem futuro nenhum e blábláblá, mas eu ligava pouco pra isso, pois o único esforço que eu fazia era para não repetir de ano e, modestamente, confesso que eu conseguia me esforçar muito bem.
não sei se eu estou sendo compreendido, mas a minha intenção nesse post não é fazer ninguém entender nada e muito menos fazer um desabafo. o que eu escrevi e continuo escrevendo é uma explicação para atos que eu tive em situações passadas e que não foram abertos para ninguém, talvez por medo - porque os meus sentimentos de agora já são diferentes dos que eu sentia dois ou três anos atrás e acho que talvez por isso eu não saiba dizer o que eu realmente pensei.

continuando, em 2006, na escola que eu estudava, eu me achava normal, eu não me achava ninguém importante não porque eu não queria e sim porque eu não podia. Quer dizer, eu podia, mas logo vinha alguma pessoa que me arranhava no pescoço e tirava esse poder apenas com um pouco de veneno. E isso me fazia sentir inferior. Inferior ao ponto de me achar uma pessoa chata, que quer acabar com a nota de outras pessoas - é, eu fiz isso. prejudiquei a nota de um "colega" porque eu dedurei umas coisas dele para a professora e, com a justificativa de que ela era minha amiga, carreguei esse fardo até o dia em que eu me conformei que estava errado.

mas até aí, eu nunca liguei porque essa pessoa não é uma alguém importante pra mim e na época, também não foi. Mas às vezes, eu penso na besteira que eu fiz e como as coisas poderiam ter sido diferentes se eu não tivesse feito o que fiz, no entanto cheguei a conclusão de que provavelmente alguma outra coisa iria proceder se aquela decisão não tivesse sido executada.
Demorei um pouquinho, mas eu consegui superar o que eu fiz - mas não consegui esquecer. E quando falo com um amigo ou outro que estudava comigo naquela época, quando recordamos o passado e lembramos o que é isso e o que é aquilo, este me diz que essa pessoa é um tanto quanto "falsa" comigo, pois sempre em que o meu nome é tocado, eles devem abrir o guarda-chuva e esperar a chuva de facas passar. [ risos ] Mas eu não ligo p. isso, essa falsidade não existe porque não existe amizade também.
Falsidade apenas existe no momento em que um sentimento bom aparece também, porque não tem como eu ser falso com uma pessoa se eu não sou nada dela.

Até porque, o nome mesmo diz: Falsidade. Sou uma coisa com ela, por traz sou outra.
No caso, não é falsidade, porque ele não é nada comigo. O que dizem ser falsidade é apenas uma opinião livre (...)
Enfim, eu não tive motivos para citar esse acontecimento, achei apenas que eu precisava falar porque eu não sou perfeito e estou longe de ser. Mas houve coisas ruins, coisas boas e coisas melhores ainda.
a coisa boa: - conheci pessoas que levarei - com certeza - para o caixão.
a coixa ruim: - conheci pessoas que com certeza, se pudessem, me levariam para o caixão.
a coisa melhor ainda: - uma das pessoas boas que conheci, briguei e fiquei anos sem nos comunicar, mas hoje somos melhores amigos e vira e mexe, dá saudade de voltar no tempo p. fazer as coisas de um modo diferente.

É, esse foi o meu ano de 2006 dentro da minha escola.
2007 foi outra coisa, foi diferente e foi gostoso e ao mesmo tempo doloroso.
Cheguei na nova escola como que de intruso, colocando os pés nos primeiros meses tremendo com medo de fazer algo de errado porque aquele era um ambiente que eu não sabia me comunicar.
é, foi diferente e foi doloroso. Mas com o passar do tempo - porque afinal é o tempo que muda e cura tudo - eu consegui encontrar o meu caminho e criei o meu próprio estilo, onde vieram até mim as pessoas que eu quero e tem o mesmo estilo que o meu.
Nos relacionamos e viramos amigos.
[ no entanto, nenhum destes amigos que criei em 2007 será um amigo que quero levar para o resto da vida. ]
Talvez, dentro de algum tempinho, eles possam virar um amigo assim, mas eu não tive vontade de ver nenhum nas férias e também senti que isto era recíproco.
Acontece de chegar no MSN e eles disserem " Tô morrendo de saudades de você..."; eu sei que aquilo pode ser um pouco de verdade, mas sei que eles fazem isso porque estamos acostumados a nos ver todos os dias e como a rotina mudou no período de férias, eles acham que sentem saudade por isso.
Já outros amigos que eu tenho, sei que posso confiar sempre e sei que sempre que eles dizem que estão morrendo de saudades, é porque realmente estão morrendo de saudades.
Quando eles não dizem que estão morrendo de saudades é verdade também. ahahahaha.
mas isso faz parte da amizade, amizade é apenas um ciclo de confiança onde não pode haver mentiras. E é por esses amigos que eu ainda escrevo estes textos enormes, porque foram estes amigos que causaram o bom e péssimo ano que eu tive no meu passado.
...porque mesmo que não pareça, sei que o que eu realmente penso ninguém pode pensar igual.
[ e a importância que vocês fazem na minha vida, meus amigos, matemática não consegue criar estatíticas e cérebro humano sequer consegue chegar perto da verdade ! ]
Não acho que seja o ano que vai mudar as pessoas, acho que elas mudam sozinhas, o ano é apenas algo que as forçam temporariamente a mudar. Até porque, o ano novo é apenas mais 365 dias, e o dia 1 de janeiro é apenas mais um dia que podemos acrescentar desde o início da humanidade.
O que eu apenas dou risada é que tem uns ou outros religiosos que dizem que o ano 2000 é o ano em que tudo termina, mas eu descobri que não termina porque são apenas dias atrás de outros. E descobri porque também, afinal, estamos em 2008. ( Gargalhadas forçadas )

Mas vamos lá... quero ver qual vai ser o meu limite e, melhor ainda, se eu posso aguentar até lá.
[ feliz dias novos ]